terça-feira, dezembro 19, 2006

COMO SERÁ 2007?

Triste 2007

Luiz Carlos Bresser-Pereira, Folha de S. Paulo (18/12/06)

Não há razão para otimismo no Brasil: triste será 2007, tristes provavelmente serão os próximos quatro anos

EM MEIO às perspectivas sombrias que se abriram para o país com a reeleição de um presidente popular, mas sem o apoio da sociedade civil, havia ainda uma esperança no plano econômico. O presidente, ao qual não falta intuição, deu-se conta da quase estagnação do país e definiu uma meta de crescimento de 5% para 2007. Nas semanas seguintes, ficou patente que nem ele nem seus assessores sabiam como "destravar" o país; atribuiu-se a responsabilidade pelos maus resultados econômicos aos ambientalistas, à falta de segurança dos empresários de que não haverá outro "apagão" e a outros disparates do gênero. Na última quinta-feira, esta Folha desmanchou as esperanças que ainda poderiam existir: "Lula já admite que o país não cresce 5%", informa o jornal, e, em seguida, vem a explicação: "Ele ouviu de conselheiros econômicos com os quais se reuniu em segredo que deveria desembarcar especialmente dos 5%, pois sinalizaria um afrouxamento fiscal que produziria turbulências".

Ai do presidente que conta com tais conselheiros; ai do país cujo presidente os ouve! Desde 2003, a Argentina cresce a 9% ao ano. Eu imagino o que aconteceria se o presidente Néstor Kirchner contasse com conselhos tão sábios. Foram conselheiros dessa natureza - identificados com a ortodoxia convencional - que levaram Menem e Cavallo a seguir as políticas do desastre. O governo pós-crise só evitou a quase estagnação, à qual a ortodoxia convencional condena aqueles que a seguem, por haver posto de lado tais conselheiros. Em vez do tripé juro alto, câmbio baixo e ajuste fiscal frouxo, a Argentina optou por juro baixo, câmbio alto e ajuste fiscal duro e está crescendo extraordinariamente, tendo há muito superado o nível de renda pré-crise.

Os incríveis conselheiros ortodoxos do presidente Lula argumentaram que os 5% sinalizavam um "afrouxamento fiscal". Mas quem disse a eles que a forma de o Brasil crescer é gastando mais? São eles próprios que definiram metas fiscais frouxas, atingiram-nas e não resolveram o problema fiscal. Foram frouxos nos primeiros três anos do governo e, neste último ano de eleições, frouxíssimos: os gastos correm soltos.

Para o Brasil crescer 5% em 2005, as duas coisas que precisam ser feitas ao mesmo tempo reduzem os gastos públicos, não os aumentam: é necessário cortar o gasto corrente no limite e reduzir a taxa de juros real para abaixo dos 9%, que o Banco Central entende como sendo a "taxa de juros de equilíbrio". Se fizer isso e aumentar o investimento público, o setor privado também aumentará seus investimentos, e o país crescerá.

O problema central da economia brasileira está nos juros escandalosos e no câmbio sobrevalorizado, não na falta de gastos correntes.

Ao que tudo indica, porém, a ortodoxia convencional e seus inefáveis conselheiros já ganharam mais essa parada. Na medida em que ela é constituída pelos diagnósticos, conselhos e pressões que os países ricos fazem a seus competidores países em desenvolvimento, essa ortodoxia está cumprindo sua missão: reduzir a capacidade competitiva do Brasil. Não consegue mais fazer isso na Argentina ou na Rússia, nunca conseguiu na China ou na Índia, mas, no Brasil, onde a idéia de nação está quase perdida, ela é bem-sucedida. Para a coalizão política que controla o país desde os anos 1990, o que interessa são taxas de juro altas e câmbio baixo.

Terá o presidente Lula condições de se antepor a essa coalizão e a essa ortodoxia? Não há nenhuma indicação nesse sentido. É verdade que ele foi eleito pelo povão que é prejudicado, mas esse povão pode ser compensado pela Bolsa Família e pelo aumento do salário mínimo.

Já a classe média está imobilizada porque continua refém ou do distributivismo ou do monetarismo e não sabe mais o que sejam nação e desenvolvimento econômico. O quadro é mais positivo em relação aos empresários industriais, mas eles ainda não recuperaram a força perdida no final dos anos 1980.

Não há razão para otimismo no Brasil: triste será 2007, tristes provavelmente serão os próximos quatro anos.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 72, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda, da Reforma do Estado, e da Ciência e Tecnologia, é autor de "As Revoluções Utópicas dos Anos 60".
Internet: www.bresserpereira.org.br
lcbresser@uol.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1812200603.htm

ALGUMA COISA PODRE NO AR


Com apena 20 minutos de pregão a BOVESPA cai 0,90%. Pode ser que os irmãos do Norte estejam saindo por aqui antes que a Bolsas deles desande. A Bolsa de Tawian caiu 12% hoje de manhã. Aguenta coração.A NASDAQ fez uma figura feia de baixa. Olho vivo. Talvez seja o caso de liquidar parte das posições. Não fiquem congelados. Tomem uma atitude. Usem a fórmula que aprenderam nos meus cursos.
Acima o gráfico intraday das 11:20h

segunda-feira, dezembro 18, 2006

BOVESPA teve recuo forte


A BOVESPA preferiu ficar com a NASDAQ (que fez uma figura de reversão de tendência_. Vamos ver na terça se o mercado se define pois está meio aloprado

ALGO ESTRANHO NAS BOLSAS DE LÁ




O índice Dow Jones subiu e a NASDAQ desabou. Há algo esquisito lá foraq. Amanhã talvez tenhamos a explicação.

domingo, dezembro 17, 2006

IBOVESPA rompe topos


IBOVESPA rompeu resistência forte em 43.500 fechando em 43.595 com -0,36% de queda. Pode ter antecipado movimentos americanos. Tem projeção para 45.000 pontos mas vai depender dos preços do petróleo e da NASDAQ. Olho vivo. Coloquem stops móveis nos papéis comprados.

Dow Jones subiu na frente da NASDAQ

O índice Dow Jones divergiu da NASDAQ; rompeu um topo antes desta. Pode subir até 12.650 pontos. Cuidado pois o volume semanal não correspondeu à alta dos preços e está com sibnal de venda nos osciladores e indicadores.

NASDAQ ainda tem barreiras

A Bolsa eletrônica NASDAQ subiu na sexta mas tem um topo quádruplo em, 2465 pontos no gráfico semanal (abaixo), além de ter dado venda no Estocástico. Seu volume no semanal não correspondeu à alta da semana. Há que ter cuidado pois os mercados podem ceder se o Petróleo subir semana que vem.

Petróleo fez figura de revrsão

Os preços do petróleo no gráfico diário (avbaixo) mostram tendência de alta. Fez uma pá de ventilador e um arredondamento que prenunciam mudança da tendência de baixa. Tem resistência entre 64 e 64,50 a curto prazo.
O gráfico abaixo mostra o petróleo com cotações semanais. Está chegando em uma área de sobrecompraddo podendo fazer uma correção técnica para voltar a subir. Estes movimentos irão influenciar as Bolsas.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

BOVESPA com tendência de 45.000 pontos

O IBOVESPA rompeu a forte resistência e projeta caminhada até 45.000 pontos. Vai ser ajudado pelos americanos que também romperam resistências.

AMERICANOS ABREM CHAMPANHE



Os mercados americanos abriram em alta e permaneceram assim o dia todo. Devem dar uma subida boa a não ser que o petróleo ponha água no chopp.
Veja os gráficos da NASDAQ (embaixo) e o do índice Dow Jones.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Investidores começam a tomar Lexotan

Os investidores da BOVESPA sofrem duas vezes por dia; primeiro, ela inicia o pregão sem que eles lá no Norte nãso tenham começado a operar, fruto do fuso horário e do horário de verão. Às vêzes o pessoal prepara uma alta aqui e eles abrem em baixa e vice versa. No fim do dia, a BOVESPA encerra seu pregão às 18h e eles continuam a operar atá as 20h. Chato, né? Porque não unificar os horários da BOVESPA com as Bolsas americanas? Os operadores chegariam ao meio dia e sairiam depois das 21h direto pras raves. Poderiam no dia seguinte ler uns 20 jornais e se informarem melhor para ter o que falar com os clientes aflitos.
Por causa da indefinição americana, a BOVESPA não consegue subir e já dá sinais de impaciência. Topo fortíssimo que terá que ter grande volume para romper esta resistênciaem 43.500 pontos. Parece distribuição de ações. Será que vamos ter brinquedinhos para as crianças dos papais que investiram e permanecem na torcida de uma nova alta. Olho vivo.

AMERICANOS BOCEJAM DURANTE O PREGÃO



Dizem que ação é investimento de longo prazo. Então o quê é que os fundamentalistas estão esperando para recomendar comprar para 2007? Tá todo mundo no curto prazo, roendo as unhas.
Na realidade estão temerosos com os balanços de janeiro e com receio de que a aterrisagem americana não seja tão suave em 2007. Se a economia vai crescer menos que este ano, as empresas vão ter menores lucros, certo? Então os preços terão que cair ao invés de subir.
Com essas dúvidas em suas mentes brilhante, o mercado espera uma de duas notícias: ou ruim que fará o mercado realizar uma forte correção, ou uma boa que puxará os preços para cima mais um pouco. Acima os gráficos do índice Dow Jones (INDU) e NASDAQ, mostram porque o pessoal do lado de lá está dormindo à base de remédios. Olho vivo.

terça-feira, dezembro 12, 2006

BOVESPA ainda com resistência à alta

A BOVESPA operou em baixa todo o dia na expectativa dos mercados americanos; estes se recuperaram no final do dia quando a BOVESPA já havia fechado. Enquanto não subir lá fora, não sobe a Bolsa daqui. Há forte resistência em 43.500 pontos. Tem que mudar o humor dos peles vermelhas para os cara pálidas sorrirem. BOVESPA en área de sobrecomprado e com siniais iniciais de venda nos indicadores e osciladores.

Americanos ainda cautelosos

Os mercados americanos operaram em queda na expectativa de manutenção da taxa básica dos juros, o que acabou acontecendo. O mercado melhorou um pouco mas as Bolsas fecharam em baixa . A NASDAQ fechou com -0,46% (gráfico abaixo) e o Dow Jones com -0,10% (gráfico acima). Ainda há um certo receio quanto aos balanços que virão e janeiro e com a possível desaceleração da economia americana em 2007. O mercado sempre antecipa fatos futuros.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

BOVESPA precisa romper topo triplo

À espera de uma definição dos mercados americanos a BOVESPA testou hoje romper a resistência em 43.500 pontos. Se romper pode subir uns 1500 pontos inicialmente. Está dependendo dos irmãos do Norte. Amanhã pode indicar para onde vai. Por enquanto o momento é de cautela.

Dow Jones em compasso de espera 2

O índice Dow Jones está tendo dificuldades para romper uma forte resistência em 12.360 pontos. Formou um possível triângulo ascendente. Se romper a resistência dará novo impulso aos mercados. Se não conseguir, irá reforçar a resistência podendo formar uma figura de distribuição. Amanhã pode ser um dia decisivo.

NASDAQ em compasso de espera 1

A Bolsa eletrônica NASDAQ está em compasso de espera amarrada em um triângulo simétrico. Amanhã tem notícias dos States que podem impulsionar as Bolsas ou jogá-las para baixo. O momento é de expectativa.

domingo, dezembro 10, 2006

Petróleo deve subir em breve

Os preços do petróleo fizeram uma figura conhecida como Pires ou Arredondamento, muito rara e de longa duração. Após completada está formando uma figura de reversão conhecida como Pá de Ventilador de Alta (gráfico acima diários. Resistência em US$64,50. Após rompida deverá iniciar uma forte alta e afetar os preços das Bolsas para baixo . Poderá ter uma correção da última alta para testar a resistência; ou não. No gráfico semanal abaixo também temos sinais de alta para o médio prazo (dois a três meses)

sábado, dezembro 09, 2006

ALERTA NA BOVESPA

Sinais de alerta no IBOVESPA: topo duplo em 43.500 pontos (uma das projeções) e sinalizou queda no Estocásdtico e no TRIX. Vai depender dos mercados externos. Semana importante. Olho vivo.

Dow Jones descalçando as sandálias da humildade

O índice Dow Jones, a exemplo da NASDAQ deu sinal de venda no gráfico semanal (abaixo) e no diário (acima). Esta semana será crucial para os mercados americanos que estão temerosos com o futuro da economia americana.