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sábado, fevereiro 21, 2009

Bovespa recua com temor sobre bancos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve mais um pregão de perdas nesta sexta-feira (20), alinhada ao clima pessimista do mercado financeiro internacional. O índice Ibovespa, principal referência do mercado brasileiro, teve queda de 2,56%, aos 38.714 pontos. Na semana, a bolsa nacional acumulou perdas de 7,1%.
Durante o pregão, os investidores não receberam bem os números apresentados na noite de ontem pela Vale. Como consequência, as ações da empresa tiveram queda de 7,7%, aos R$ 32,30. O giro financeiro do pregão ficou em R$ 3,9 bilhões.
A mineradora teve lucro de R$ 10,499 bilhões no quarto trimestre do ano passado, com crescimento de 136% na comparação com o quarto trimestre de 2007, mas uma queda de 15% frente ao terceiro trimestre.

Medo da nacionalização
A sede do pessimos global é mais uma vez a situação dos bancos nos EUA. Nesta tarde, o chairman do Comitê Bancário do Senado dos EUA, Christopher Dodd, disse que a nacionalização de alguns bancos poderia ser necessária, "pelo menos durante algum tempo.
Como resultado, em Wall Street, o pregão é de baixa. Por volta das 18h de Brasília, o índice Dow Jones marcava recuo de 1,34%. Na quinta, o Dow Jones perdeu a importante barreira psicológica dos 7.500 pontos, menor patamar em seis anos.
"Hoje falaram da nacionalização do Citi e do Bank of America. A nacionalização não pegou bem. Além disso, houve piora dos indicadores no exterior", disse Luis Piason, gerente de operações de câmbio da Corretora Concórdia.
Já perto do horário de fechamento do mercado de câmbio brasileiro, no entanto, comentários da Casa Branca foram na direção contrária. "Este governo continua a acreditar fortemente que manter um sistema de bancos privados é o caminho certo, assegurando que eles sejam regulados o suficiente por este governo", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
No setor financeiro, o Wall Street Journal (WSJ) reportou que presidente executivo do Bank of America, Kenneht Lewis, está sendo investigado pelo procurador geral de Nova York sob a possibilidade de dolo aos investidores no processo de compra da Merrill Lynch. E no segmento automotivo, a Saab, divisão da General Motors, entrou com pedido de proteção contra credores.

Dinheiro de volta
No cenário brasileiro, o mercado recebeu a notícia que os investidores estrangeiros voltaram a trazer recursos para o mercado acionário brasileiro em fevereiro, segundo confirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Neste mês, até esta sexta-feira (20), houve o ingresso de US$ 483 milhões no país para compra de ações.
Se o resultado se confirmar para todo este mês, será o primeiro valor positivo desde maio de 2008 - quando os investidores estrangeiros trouxeram US$ 1,5 bilhão para aplicar na bolsa de valores do país, informou a autoridade monetária.
Apesar dos investimentos na bolsa, os investimentos estrangeiros diretos apresentaram forte queda, de 60%, em janeiro deste ano, para US$ 1,93 bilhão, segundo números divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Banco Central. Em janeiro de 2008, os investimentos estrangeiros totalizaram US$ 4,82 bilhões.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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